Empresas e equipes

icone calendario13.03.2014 - 16:24

Se você deseja participar de uma empresa que prioriza o coletivo, é necessário levar em conta que o conceito de competência foi ampliado. Não mais significa apenas demonstrar o conhecimento técnico exigido pela profissão, mas ter autonomia para solucionar problemas e disposição para participar ativamente do ambiente de trabalho, tomando decisões  e assumindo responsabilidades com base no trabalho em equipe. Uma equipe não é apenas um grupo. Equipe envolve comprometimento, é um grupo de pessoas com objetivo comum que lutam por seu sucesso e respeitam as características e competências individuais. Essas pessoas trabalham em conjunto e aproveitam o que cada uma delas tem a oferecer.

Exemplo disso e bastante observado e citado são as equipes de vôlei do Brasil. Trata-se, fundamentalmente, de equipes que jogam vôlei. Não é composta apenas de astros, mas por pessoas de diferentes habilidades que, em conjunto, obtêm sucesso. O segredo é o aproveitamento dos valores individuais para o bom resultado coletivo, é substituir o individualismo pelo coletivo. Para alcançar metas, o líder da equipe identifica o potencial de cada indivíduo e o estimula.

Muitos especialistas afirmam que o profissional do futuro deve, sobretudo, saber trabalhar em equipe. Quem já trabalha há alguns anos sabe que duas pessoas pensam melhor que uma, mesmo quando ocorrem conflitos. Mas alguns ainda duvidam e acham que centralizando o trabalho “a coisa vai muito melhor”. Essa ideia é originária da experiência que todos vivemos:  a dificuldade de lidar com a diversidade de ideias e a falta de comprometimento de alguns participantes do grupo, pois um grupo que deseja se transformar em equipe, deve orientar o seu trabalho por quatro princípios básicos: união, disciplina, trabalho e profissionalismo.

Entretanto, é difícil estabelecer uma relação de confiança no ambiente empresarial competitivo quando estão em disputa a visibilidade, o reconhecimento, quando os profissionais têm dificuldade de olhar o outro como parceiro. Mas é preciso deixar de ver cada negativa em relação a uma ideia como uma restrição pessoal e valorizar sempre a diversidade, especialmente nos projetos que implicam risco para a empresa. E muitas vezes a rejeição de uma ideia “salva” um projeto. Como se pode ver, trabalhar em equipe exige boa vontade, treino, respeito pelo outro, capacidade de diálogo, e disposição para aceitar opiniões divergentes. Exige também a discussão honesta, clara, objetiva, bem humorada.

Em muitas organizações, os projetos que demandam troca de ideias em equipe não alcançam o sucesso desejado. O principal erro das organizações corporativas é anular a força dos indivíduos quando fazem parte de um projeto, tratando-os como coadjuvantes quando, na verdade, eles são protagonistas do processo.

Modernamente, grandes e pequenas empresas buscam incrementar equipes de trabalhos nos mais variados setores e, por esse motivo, a competência de atuar em equipe passa a ser um aspecto de valor na seleção de candidatos e nos critérios de promoção de seu pessoal. Em virtude dessa nova visão, muitos cursos de Administração estão se esforçando na busca de meios para tornar seus alunos aptos a atuarem adequadamente em equipe.

A AIEC, pioneira nesse esforço, vem mantendo estratégias bastante definidas para que seus alunos adquiram essa habilidade. Convencida de que competência técnica não é mais suficiente para o administrador moderno, a AIEC oferece disciplinas e atividades de ensino voltadas para a formação da competência humana de seus alunos, a fim de que exercitem o relacionamento interpessoal hoje exigido dos profissionais de gestão. Nesse empenho, tem ficado bastante claro como a nossa cultura ocidental tem dificuldade em processar a mudança do individual para o coletivo e que aqueles que conseguem mudar, têm as melhores oportunidades no cenário empresarial de hoje.