Mercado Pet Food no Brasil

icone calendario29.05.2014 - 10:28

Com a segunda população de cães e gatos do mundo, mercado de pet food no Brasil cresce acima do PIB e tem perspectivas de expansão

 

Há um tempo atrás no Brasil, os animais de estimação eram criados para serem companhia ou guarda da casa, grande parte era até alimentado com restos de comida da casa. Hoje, muitos são como membros da família e tem um tratamento diferenciado. Recebem roupinhas, joias, brinquedos e, claro, comida apropriada.

Na edição nº 8 da revista Ideias em Gestão, Marco Antonio Santa Maria, proprietário da Pet Shop Koala e Central Pet Distribuidora em Curitiba (PR), fala um pouco do mercado alimentício para animais de estimação (pet food). Para ele, um dos motivos da mudança de tratamento com os pets deve-se a transformação do perfil da família brasileira, que tem tido menos filhos e, para suprir uma lacuna de relacionamento afetivo, adotam um animal. Marco explica que “o estreitamento do laço afetivo com os animais tem provocado um efeito chamado pet humanization, ou seja, a humanização dos animais”.

 

O tamanho do mercado

Vejamos alguns dados atualizados relacionados a esse mercado no Brasil:

  • o Brasil é o segundo mercado mundial de pets, perdendo apenas para os Estados Unidos;
  • segmento deve faturar R$ 16,63 bilhões neste ano, sendo 70% com o ramo da alimentação;
  • em 2014, as vendas de Pet Food continuarão sendo a maior fonte de receita, ocupando quase 70% do faturamento do ano passado, seguidas por Pet Serv, com 17%;
  • existem hoje no Brasil mais de 37,1 milhões de cães e o número de gatos supera os 21,3 milhões;
  • os consumidores têm comprado produtos de melhor qualidade, de maior valor agregado;

 

Previsões

Como executivo da indústria de pet food e também empresário, Marco Antonio propõe algumas previsões:

  • o mercado deverá se segmentar em autosserviço (supermercados) e especializado (pet shops e clínicas);
  • o mercado em pet shops e clínicas deverá atender aos clientes mais exigentes com produtos de primeira linha, além de outros produtos de todas as classes;
  • o consumidor exigirá maior nível de profissionalização no seguimento;
  • os produtos naturais começarão a tomar mais espaço;
  • os “mimos”, como joias, roupinhas e outros acessórios terão cada vez mais destaque;

Marco conclui que o mercado de pet brasileiro tem muito a oferecer. Com o desenvolvimento do país, incrementando a renda, educação e cultura, a exigência dos consumidores favorece esse tipo de negócio. Ressalta que também são necessários alguns ajustes do governo para incentivar a indústria e gerar empregos na área. Apesar de ser um mercado ainda em fase de maturação, “devemos continuar investindo e acreditando no Brasil”, afirma.

Para quem se interessa por esse mercado e pretende começar um novo negócio ou já atua no ramo e tem necessidade de profissionalizar sua atuação, considere investir em conhecimento, assim como o Marco, administrador formado pela Faculdade AIEC. Saiba mais sobre o curso de Bacharelado em Administração.

 

Marco Antonio Santa Maria é Gerente Divisional de Ventas Total Alimentos, proprietário em sociedade com sua esposa Juliana Santa Maria da Pet Shop Koala e Cental Pet Distribuidora em Curitiba (PR) e bacharel em administração pela Faculdade AIEC.

Fonte: Revista Ideias em Gestão e Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet)