Estudar on-line é fácil para seu cérebro

icone calendario26.02.2014 - 14:29

A metodologia de aprendizado on-line é mais natural para o cérebro do que o estudo convencional com livros, é o que diz o estudo feito por Jolanta Galecka, uma especialista em marketing on-line na editora europeia Young Digital Planet. Ela explica que estudar on-line é algo interativo e o pensamento interativo é natural para o cérebro, por isso a internet entrou com tanta facilidade na rotina da vida moderna.

De acordo com a especialista, que esteve nesta semana na Contec Brasil, conferência sobre educação, conteúdo de mídia infantil e tecnologia, o cérebro sempre se desenvolveu em movimento, prestando atenção em tudo que está ao redor. Galecka argumenta que “É assim que aprendemos com mais facilidade e a internet é um ambiente de aprendizagem disperso, é mais natural para nosso cérebro”. Até por isso, a introdução desse novo universo é muito difícil em escolas com modelos de ensino mais tradicional e que não fomentam nos alunos a multiconexão entre conteúdos, informações e experiências de vida.

A especialista ainda explica que “Se o conteúdo não é ensinado de maneira interativa, o aluno não aprende. O cérebro absorve informações quando constrói seus próprios modelos mentais de conexões. Armazenamos a informação por meio dessas conexões, e elas vão ser feitas de acordo com o conhecimento prévio de cada um”, e que completa: “Por isso que conexões não podem ser ensinadas, ou mesmo forçadas, da mesma maneira que não se pode dar conhecimento. Podemos dar informação, para que ela seja absorvida. Com base nela é que se constrói o conhecimento”.

Entender como o nosso cérebro aprende e como ele responde a estímulos é um grande passo para melhorar a qualidade do processo de ensino e aprendizagem, defende a especialista. Ela afirma que “É aí que o professor estará usando por completo sua habilidade pedagógica, todo o seu potencial. Incitando discussões, instigando a curiosidade, mostrando caminhos para relacionar os conteúdos ao mundo real e à vida fora da escola”.

Ainda segundo a especialista, o principal papel da escola tem de ser fomentar o pensamento crítico e a análise das informações. “Temos que ensinar as crianças a pensar. É por meio do pensamento que vem a diversidade de informação e opinião. Os alunos têm de saber discernir o que é importante do que não é. Eles têm de saber como usar as informações adquiridas para qualquer propósito que eles queiram, têm de se apoderar delas”, conclui.