O que é comércio exterior e por que atuar no mercado internacional

Você sempre pensou em atuar no comércio exterior, mas o momento de instabilidade econômica dos últimos anos tem preocupado as suas ambições?

Então, deixe o receio de lado.

Em primeiro lugar, a economia vem dando sinais de recuperação, com projeção de PIB crescendo 0,87% em 2019 e 2% em 2020.

Em segundo, não há “tempo ruim” para quem segue essa carreira.

Seja em importações ou exportações, as operações internacionais estão sempre acontecendo – com empresas no Brasil se beneficiando em ambos os cenários.

Então, se você está à frente de um negócio que cogita a atuação fora do país, precisa dominar o assunto para conduzí-lo aos melhores resultados.

O mesmo se aplica se você é um profissional que gosta da área e quer se especializar para  crescer nela, atuando em algumas das maiores companhias brasileiras.

Em ambos os casos, é necessário entender o mercado, suas movimentações e projeções para o futuro.

Seja como empreendedor ou colaborador de uma empresa, oportunidades não faltam na área.

E para estar pronto para agarrá-las, este artigo pode ajudar.

Siga a leitura e descubra tudo sobre o comércio exterior!

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O que é comércio exterior?

O comércio exterior pode ser resumido como o conjunto de processos que envolvem as operações de compra e venda, sejam elas de bens ou de serviços, realizadas entre países diferentes.

Ou seja, compreende tanto atividades de importação (quando compra fora do Brasil) quanto de exportação (quando vende para um cliente fora do Brasil).

Para entender melhor, vamos a um exemplo bastante comum.

Uma empresa brasileira decide que, economicamente, é mais vantajoso para ela importar camisetas da China do que produzir as peças em território nacional.

Nesse caso, o comércio exterior compreende todas as etapas que viabilizam a compra da indústria chinesa e a venda dos itens aqui no Brasil.

Entre elas, estão a logística, os trâmites de pagamento e conversão da moeda, além da parte burocrática, que permite regularizar o produto a partir da resolução de todas as pendências de legislação.

Tudo o que se relaciona com a operação, portanto, faz parte do que chamamos de comércio exterior.

Destaques do comércio exterior no Brasil

Segundo dados divulgados pelo The Observatory of Economic Complexity (OEC), a soja (mesmo triturada) é o principal produto de exportação do Brasil, correspondendo a 12% do mercado.

Em seguida aparecem os minérios de ferro e seus concentrados, com 9,2%. Ocupam posição de destaque ainda os óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos (7,9%) e os açúcares (5,2%).

E se o seu objetivo é seguir na carreira do comércio exterior, vale uma dica: é preciso estar sempre a par dos números e de suas flutuações.

Eis alguns números do Ministério da Economia em que você deve sempre estar de olho: segundo dados do acumulado de janeiro a agosto de 2019, a balança comercial brasileira com o exterior mostra que o País exportou mais de 148 bilhões de dólares e importou mais de 117 bilhões de dólares.

Ou seja, com um superávit comercial de quase 32 bilhões de dólares.

No acumulado de 12 meses, considerando o comparativo setembro de 2018/agosto de 2019 com setembro de 2017/agosto de 2018, as variações das exportações e das importações ficaram positivas – 0,6% e 2,1%, respectivamente.

No site do Ministério da Economia, é possível acompanhar atualizações semanais.

Para quem atua na área, elas ajudam a entender como o mercado reage diante do cenário de momento e também contribuem com a previsão de possíveis riscos e oportunidades.

Como funciona a internacionalização de empresas?

Comprar ou vender no exterior pode parecer uma atividade restrita a grandes empresas.

Porém, essa é uma realidade cada dia mais próxima até mesmo dos pequenos negócios.

A globalização, a facilidade de comunicação via internet e mesmo o apoio do governo federal (através da Apex – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) favorece essa atuação.

Então, é chegado o momento de abordarmos o conceito de internacionalização das empresas, que nada mais é do que o processo pelo qual as organizações passam à atuar em mercados diferentes daquele do seu país de origem.

E isso vai desde a exportação de um produto até abertura de uma ou mais unidades de produção no exterior. Pode ocorrer ainda no setor de prestação de serviços, a exemplo das consultorias internacionais.

Muitas vezes, pode ser mais vantajoso investir em uma ampliação para o mercado externo do que expandir os negócios dentro do território nacional.

No caso do Brasil, que conta com proporções continentais e públicos bastante distintos entre uma região e outra, manter o foco em um país menor e com uma moeda forte pode fazer toda a diferença.

Isso vale, inclusive, para as empresas de pequeno porte.

Nesse caso, no entanto, vale redobrar o cuidado na hora de analisar as possibilidades e tudo o que elas implicam.

Os impostos e a burocracia envolvidos, por exemplo, podem acabar custando mais caro do que o esperado.

Ou seja, nada de subestimar a complexidade envolvida em um processo de internacionalização, por mais consolidado que o seu produto ou serviço já seja em solo brasileiro.

Antes de dar qualquer passo, a primeira dica é: invista tempo e dinheiro em uma análise aprofundada de mercado, buscando entender a viabilidade econômica do seu negócio.

Sabe a boa e velha análise SWOT que avalia forças, fraquezas, oportunidades e ameaças? Essa excelente ferramenta de gestão pode servir como ponto de partida.

Além disso, é preciso garantir que um serviço ou produto oferece qualidade e é capaz de entregar aquilo que a concorrência não consegue. Afinal, competitividade é tudo em um mercado globalizado e recheado de opções.

Tudo anotado até aqui? Resumimos algumas das principais etapas do processo de internacionalização em 4 passos.

1. Conheça o seu mercado de atuação

Tudo bem, você conhece o seu mercado de atuação como ninguém. Mas será que a mesma realidade se aplica a outro país?

Simplesmente supor que o consumo vai seguir o seu curso natural pode ser um tiro no pé.

Antes de pensar na internacionalização como uma alternativa e definir qual país será o principal foco dessa expansão, é preciso estudar o mercado e garantir que existe espaço para que o seu produto ou serviço seja absorvido pelos consumidores.

Além das pesquisas, já citadas anteriormente, pode ser interessante investir em protótipos e em avaliação de aceitação.

2. Avalie a demanda e a sua capacidade de produzir

Se a ideia é expandir o seu negócio, é fundamental também compreender qual é a sua capacidade de produção ou de prestação de serviços. Isso vale tanto para o espaço físico quanto para a matéria-prima e mesmo para o número de funcionários.

Por outro lado, de nada adianta investir em uma produção em larga escala se não existe mercado consumidor para tanto.

Fazer um balanço das duas variáveis é essencial.

3. Saiba o que diz a legislação e quais são os requisitos técnicos

Esse é um dos aspectos que mais costuma gerar dúvidas e apreensão.

Atuar em um novo mercado também significa estar sujeito a leis diferentes daquelas às quais o seu negócio se enquadrava originalmente.

É preciso se preocupar duplamente: você deve respeitar a legislação do país de origem da exportação e também as regras de importação do mercado a ser explorado.

Outro aspecto importante são as questões técnicas, como os registros e licenças necessários para viabilizar a atuação.

Já parou para pensar que até mesmo as embalagens precisam sofrer adaptações para se encaixar nas normas do novo mercado?

4. Crie estratégias para comercializar o seu produto ou serviço

Por fim, é preciso falar ainda sobre a criação de um plano de comercialização do seu produto.

Do contrário, todo o processo de internacionalização pode ir por água abaixo.

É importante definir algumas metas de médio e longo prazos, que permitam analisar o desempenho alcançado no mercado exterior.

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Vale a pena atuar no comércio exterior?

Depois de tanto números, itens e variáveis a considerar, pode até parecer inviável investir no comércio exterior.

Mas a verdade é que, assim como acontece com qualquer empreendimento focado no mercado nacional, existem vantagens e desvantagens que precisam ser comparadas.

A seguir, confira as principais delas.

Vantagens e pontos de atenção para a empresa

Entre os prós de investir na internacionalização do seu negócio, é possível citar:

Fortalecimento comercial da empresa e divulgação da marca

Ampliar a sua empresa para outros países transmite ao mercado a ideia de uma marca forte e confiável, em plena expansão.

Isso pode representar uma chance única de crescimento, com valorização até mesmo no mercado interno.

Redução da dependência do mercado interno

Mesmo nos momentos de equilíbrio econômico, diversificar costuma ser uma forma de evitar que o insucesso com um produto comprometa completamente os rendimentos.

A mesma lógica vale para a diversificação de mercados.

O público do seu país de origem tem consumido pouco?

Com a internacionalização, você conta com a oportunidade de direcionar esforços de acordo com a realidade vivida em cada território.

Crescimento do número de vendas

Com a internacionalização, você vai ampliar o seu público.

Considerando apenas esse fator, a chance de aumentar, e muito, o volume de vendas é grande.

Claro, esse aumento depende também de outros fatores, mas é algo que precisa ser levado em conta.

Diminuir os custos envolvidos na produção

Se a sua escolha for estratégica, no sentido de levar a produção para países com custos mais baixos, a mudança pode permitir uma diminuição no preço final do produto ou mesmo um aumento na margem de lucro.

Localização estratégica

Outra redução de custos possível é com a logística, caso o país escolhido tenha uma localização privilegiada no mapa e ainda conte com opções de baixo custo para o transporte da mercadoria.

Essa é uma chance, inclusive, de multiplicar a sua presença ao redor do mundo.

Mas, como nem tudo são flores, você deve ponderar também os pontos de atenção antes de se aventurar no comércio exterior.

São basicamente dois:

Alto custo inicial

Entrar em um novo país exige se estruturar, se adequar à legislação local, buscar parceiros, investir em divulgação e outros tantos pontos que geram alto custo inicial.

O investimento, por outro lado, pode demorar um tempo para ser compensado.

Por isso, é preciso colocar os números na ponta do lápis e analisar as possibilidades.

Cumprimento de uma legislação diferente

Como já citamos anteriormente, é importante não subestimar o peso que a adaptação à legislação e às normas técnicas pode ter.

Em um novo país, as regras com as quais você estava habituado podem ser muito diferentes.

Isso também vale para os processos.

Uma análise prévia ajuda a evitar que o que parecia oportunidade se transforme em pesadelo.

Comércio exterior: curso

Para quem deseja atuar na área de comércio exterior, buscar uma formação completa é essencial.

Afinal, estamos falando de processos complexos, que exigem sabedoria para lidar com as regras do mercado e jogo de cintura para se adaptar às mudanças.

Por essa razão, o profissional especializado, sem dúvida, sai na frente.

Mas o que nem todo mundo sabe é que não existe apenas uma opção para escolher. Há diversas formações disponíveis com orientações distintas.

Bacharelado ou tecnólogo?

Escolher entre bacharelado e tecnólogo é o primeiro passo para definir o seu direcionamento nesse campo de trabalho.

Isso porque, embora ambos incluam disciplinas e temáticas semelhantes, há características bem particulares de cada modalidade.

No caso do bacharelado, a formação é voltada para um perfil mais analítico, que vai permitir ao profissional atuar até mesmo como consultor na área.

O curso envolve matérias de ciências exatas, como matemática financeira, administração, economia, estatística e contabilidade.

Há também disciplinas mais específicas, como logística, direito internacional, ética e sociologia. Ao todo, o curso costuma durar quatro anos.

A diferença para o tecnólogo já começa no tempo de formação: em média, são apenas dois anos.

O foco está nas áreas operacionais. Ou seja, trata-se de uma formação ideal para quem deseja se inserir mais rapidamente no mercado de trabalho, a partir de uma base curricular mais enxuta.

Os tópicos abordados são semelhantes, mas com um viés diferente.

Comércio exterior ou relações internacionais?

A confusão entre as áreas de relações internacionais e comércio exterior é bastante comum, sobretudo pelos nomes.

Mas uma rápida análise sobre as atribuições envolvidas já permite entender as diferenças entre elas.

Enquanto a primeira tem a sua atenção voltada para áreas como direito, economia e política, a segunda está diretamente relacionada a finanças, vendas e estatísticas.

De qualquer forma, também é possível considerar que estão diretamente ligadas, pois uma depende da outra. Afinal, diplomacia e acordos comerciais andam lado a lado.

O que faz um profissional de comércio exterior?

O profissional de comércio exterior lida com a compra e venda de produtos e serviços entre diferentes países.

Para tal função, ele está sempre atento ao que acontece no mundo, especialmente quando as notícias implicam em questões econômicas.

Também conhece como ninguém as tendências de consumo e está sempre em busca de oportunidades.

O campo de trabalho para esse profissional é amplo, embora nem sempre as posições sejam conhecidas pelo grande público.

Comércio exterior: onde trabalhar?

A seguir, veja algumas das principais oportunidades de atuação para o profissional do comércio exterior.

  • Analista de comércio exterior: planeja e acompanha as atividades e os índices de exportação e de importação, avaliando cenários e oportunidades. Participa também do fechamento de contratos internacionais e controla o fluxo documental de todas as operações e ainda dos regimes alfandegário e cambial
  • Consultor: atua em empresas ou de forma independente, sempre prestando consultoria sobre as melhores práticas em negociações que envolvem o mercado internacional
  • Despachante aduaneiro: tem o seu trabalho centrado na apresentação dos documentos definidos pela legislação tributária à alfândega
  • Agente de carga internacional: responsável por pensar todo o processo logístico, desde os cuidados prévios com a carga até a escolha do tipo de transporte e a sua viabilização.

Áreas como a de cotação e marketing também fazem parte do campo de possibilidades.

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Por que buscar também a formação em administração?

Entender de conceitos e processos que estão intimamente ligados com a administração é uma das bases do comércio exterior.

Por isso, não é incomum que administradores se especializem na atuação no mercado internacional e construam carreiras sólidas na área.

Já pensou nessa possibilidade?

Então, vale a pena conhecer a graduação em administração oferecida pela AIEC, um curso que conecta a mais moderna tecnologia com a melhor pedagogia de ensino a distância.

Aproveite para acessar o nosso site e saber mais sobre as vantagens de ser um aluno da AIEC.

Conclusão

E aí, o que achou do nosso artigo sobre comércio exterior? A área pode ser complexa, mas também é cheia de oportunidades.

Viu só a quantidade de carreiras que podem ser seguidas?

O fato é que, independentemente de qual seja o ramo escolhido, o profissional que atua com comércio exterior precisa de atualização constante.

Não só com cursos e capacitações técnicas, mas também com a leitura de notícias sobre o mercado e a participação em conferências e eventos do setor. É uma área que exige disciplina e dedicação.

E, então, quer atuar em comércio exterior ou abrir e expandir seu próprio negócio? Compartilhe a sua história com a gente nos comentários!

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