Finanças corporativas: o que são, principais autores e dicas de gestão

É ponto pacífico: para um negócio ir bem, as finanças corporativas precisam estar equalizadas.

Ou seja, quem deseja manter a gestão da sua empresa nos eixos, deve cuidar muito bem do setor financeiro.

Não é muito diferente do que acontece, por exemplo, na vida pessoal, guardada as devidas proporções, é claro.

Digamos que o seu objetivo seja realizar um intercâmbio no próximo ano ou comprar uma casa própria em breve.

Para viabilizar qualquer um dos sonhos, você vai precisar de dinheiro, não é verdade?

O mesmo acontece com as organizações.

Um gestor não pode projetar uma expansão da marca sem o capital necessário para tal.

Caso contrário, logo ali na frente, pode ter complicações orçamentárias que comprometam a saúde financeira do seu negócio.

Por essa razão, é tão importante entender como administrar as finanças corporativas.

E este é o tema do artigo.

Nas próximas linhas, você vai poder tirar todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Interessado? Então, boa leitura!

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O que são finanças corporativas?

Muitas pessoas têm a visão equivocada de que as finanças corporativas são como uma grande calculadora que contabiliza ganhos e perdas, receitas e dívidas, contas a pagar e receber.

Quando, na verdade, elas são muito mais do que isso.

Resumindo o conceito e a aplicação prática das finanças corporativas a um objeto, para facilitar o entendimento, o item que melhor define não seria uma máquina de fazer contas, mas, sim, uma planilha detalhada.

Ou, então, uma bússola que, a partir dos dados divulgados, ajuda a apontar uma direção a ser seguida.

Isso porque as finanças corporativas envolvem todos os estudos e as decisões relacionadas ao dinheiro de uma organização.

Por meio de balanços orçamentários, é possível definir, por exemplo, se é necessário ou não fazer algum tipo de financiamento ou empréstimo para determinado projeto.

Além disso, fica fácil ter a clareza de qual setor carece de mais investimentos.

Ou seja, as finanças corporativas são (ou deveriam ser) parte integrante do planejamento estratégico de qualquer empreendimento.

A importância das finanças para empresas de sucesso

Para esclarecer a importância das finanças para empresas de sucesso, enumeramos alguns dos seus principais impactos.

Confira:

  • Diminuição das despesas
  • Saídas criativas para momentos de crise
  • Definição de prioridades de uso do lucro
  • Apoio nas decisões de precificações
  • Análise de quais empréstimos são mais vantajosos
  • Organização de uma mudança na estrutura de capital
  • Elaboração de métricas e indicadores confiáveis.

Agora, vai dizer que as finanças não exercem um papel fundamental dentro de qualquer estrutura organizacional?

Imagine uma empresa que não se dedica a esse aspecto, qual você acha que será o futuro dela?

Princípios de finanças corporativas, segundo autores

As finanças corporativas nem sempre foram compreendidas como são hoje.

Ao longo do tempo e com o desenvolver de estudos é que elas foram ganhando o status e a importância que possuem hoje.

Parte integrante e vital do planejamento estratégico de qualquer empresa, as finanças corporativas tiveram boa parcela de princípios aprofundados, sobretudo, por três autores.

Confira agora quais foram as contribuições de Assaf Neto, Brealey Myers e Aswath Damodaran para essa ciência organizacional.

Assaf Neto

Alexandre Assaf Neto é um economista brasileiro pós-graduado em Métodos Quantitativos e Finanças, que escreveu diversos livros voltados à área corporativa.

Em uma de suas obras mais famosas, nomeada “Finanças Corporativas e Valor”, o autor aborda temas como:

  • Relação de risco e retorno em finanças
  • Como as finanças interferem nos objetivos das empresas
  • Decisões financeiras em ambiente de inflação
  • Dinâmica das decisões financeiras no contexto nacional
  • Lucro e valor agregado
  • Dimensionamento de fluxo de caixa
  • Administração financeira a curto prazo e decisões financeiras a longo prazo
  • Interpretação e análise das demonstrações financeiras no Brasil.

O economista mostra ainda como a globalização fez com que as empresas começassem a tratar as questões relacionadas com o dinheiro de uma maneira diferente.

Assaf Neto se apoia em uma abordagem mais contemporânea acerca da administração financeira organizacional e procura sempre relacionar o assunto com o contexto brasileiro.

Brealey / Myers

Richard Brealey, juntamente com Stewart Myers, usa como pano de fundo a realidade econômica em países desenvolvidos.

Na obra “Princípios de finanças corporativas”, escrita pelos dois em parceria com Franklin Allen, os autores falam da importância de uma boa governança e sistemas de incentivos para que todos, em conjunto, possam aumentar o valor da organização.

De maneira bastante didática, eles também abordam as dívidas corporativas e o risco de inadimplência.

Brealey, Myers e Allen se valem da grande crise financeira de 2007 para explicar a importância de ter um mercado financeiro bem organizado e em pleno funcionamento para diminuir os impactos negativos.

Ainda no assunto dívida, os autores discorrem sobre os seus diferentes tipos, o contrato de emissões de obrigações, garantias e prioridades no pagamento, além de cláusulas restritivas e de reembolso.

Aswath Damodaran

Considerado o pai do valuation (termo em inglês que se refere à valorização de empresas), Aswath Damodaran tem importantes contribuições na determinação de indicadores de potencial de organizações.

O pesquisador indiano lançou diversas obras sobre o tema, entre elas: “Investment Valuation” e “The Little Book of Valuation”.

Nelas, o autor aborda técnicas de valuation.

Segundo ele, quando uma empresa oferece um serviço ou vende produtos que, de fato, tenham valor, ela tem grandes chances de apresentar indicadores financeiros sólidos.

Damodaran é um dos principais responsáveis por tornar as finanças corporativas uma ciência, baseada em números, que precisa ser mensurada constantemente.

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Principais indicadores de finanças corporativas

Por fazer parte do planejamento estratégico das empresas, as finanças corporativas, assim como outros setores, precisam apresentar números e mensurar resultados.

Para isso, é necessário contar com indicadores de desempenho que oferecem dados confiáveis a fim de realizar avaliações constantes.

Veja as principais ferramentas de gestão:

Faturamento

Indicador que mensura tudo aquilo que a empresa arrecada.

Por meio desse instrumento, é possível, por exemplo, estabelecer a precificação de produtos e demais estratégias.

Índice de endividamento

Ajuda a estimar o quanto uma empresa está devendo em empréstimos, financiamentos, dívidas com fornecedores, entre outros.

Com esses dados em mãos, você pode estabelecer prioridades de pagamentos e tentar evitar eventuais endividamentos.

Lucratividade

É o cálculo do que sobra de dinheiro líquido em cima do faturamento bruto.

Ou seja, é o resultado do dinheiro realmente limpo para empresa.

Dependendo desse valor, é possível manter as estratégias como estão ou, então, cortar alguns gastos e refazer orçamentos para ter números mais satisfatórios.

ROI

O retorno sobre o investimento (ROI), como o próprio nome já sugere, nada mais é do que o percentual de ganhos obtidos após o aporte de determinado capital.

Por meio desse indicador, a empresa consegue mensurar o que, de fato, proporciona retorno ao negócio ou o que está causando prejuízo.

Ticket médio

Corresponde ao valor médio de vendas da empresa em determinado período.

É um ótimo indicador para mensurar como está o andamento das negociações e quais produtos estão vendendo mais ou menos.

Ponto de equilíbrio

Calcula o faturamento mínimo mensal necessário para cobrir os custos durante o período.

Encontrar o ponto de equilíbrio é um bom parâmetro de que o seu negócio está no caminho certo e que, logo, tende a se tornar sustentável.

DRE

A Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) é uma das ferramentas de gestão mais completas que existem, pois analisa em detalhes quais são os custos de venda, os gastos operacionais, a receita bruta e o lucro líquido.

Ou seja, uma ótima maneira de saber para onde está indo o seu dinheiro.

Como fazer a gestão de finanças corporativas: 5 dicas

Que tal, agora, depois de saber que pode contar com o suporte dos indicadores de desempenho, descobrir mais cinco dicas de como fazer a gestão de finanças corporativas?

Vamos lá?

1. Coloque tudo na ponta do lápis

Todo e qualquer gasto ou receita é importante e deve ser reportado nos relatórios e nos balanços periódicos.

Não caia na armadilha de enumerar apenas algumas das principais contas.

Essa simples falha pode fazer com que o controle orçamentário vá para o espaço.

2. Tenha uma boa gestão orçamentária

Por falar em controle orçamentário, é fundamental desenvolver boas práticas nesse sentido, como, por exemplo, categorizar suas receitas e custos em fixos e variáveis.

Outra medida interessante é divulgar os balanços patrimoniais com as projeções e as metas de crescimento para que todos os colaboradores tenham consciência do planejamento da empresa.

3. Analise ofertas de compra

Quando você vai no supermercado, costuma comprar as mercadorias mais baratas, prefere aquelas com uma marca mais conhecida ou busca um meio termo?

Seja qual for a sua resposta, de certa forma, você tem um critério, concorda?

Este mesmo raciocínio deve ser aplicado no seu negócio.

Na hora de negociar com fornecedores, por exemplo, procure sempre realizar mais de um orçamento, comparar condições e diferenciais.

4. Deixe uma margem para o capital de giro

Para quem não sabe, o capital de giro é aquele dinheiro reservado para qualquer situação emergencial que surge sem dar indícios.

Por isso, é fundamental deixar uma boa margem para esse aporte financeiro com intuito de ter mais segurança na tomada de decisões estratégicas.

5. Use e abuse da tecnologia

Ninguém precisa fazer a gestão das finanças corporativas sozinho.

Como em quase todos os setores da vida, a tecnologia, aqui, também está disponível para oferecer o suporte necessário, agilizar processos e facilitar burocracias.

Logo, não pense duas vezes ao lançar mão de softwares, aplicativos e ferramentas de gestão contábil disponíveis no mercado.

Contabilidade e finanças corporativas andam juntas

Você acha que contabilidade e finanças corporativas são a mesma coisa?

Então, aqui vai uma notícia: você está enganado.

Ainda que as duas tragam dados relativos às transações e às movimentações de empresas, elas possuem uma diferença significativa quanto às suas funções.

Enquanto as finanças corporativas, como vimos, fazem parte do planejamento estratégico, e têm foco na disponibilidade de recursos e em possibilidades futuras, a contabilidade é mais centrada no cumprimento das responsabilidades fiscais e nas obrigações trabalhistas e legais.

Ou seja, são áreas diferentes, mas complementares. E, por essa razão, devem andar sempre juntas.

Como é trabalhar com finanças corporativas?

Já passou do tempo em que o profissional de finanças corporativas era requisitado apenas para cálculo de Imposto de Renda ou apoio em contratações e desligamentos.

A visão restrita do seu papel é um tanto quanto ultrapassada.

Hoje em dia, o setor financeiro é indissociável do núcleo organizacional, com participação ativa nas decisões estratégicas do negócio.

Por essas e outras razões, contar com um gerente contador é indispensável.

Essa figura, mais proativa e integrada na rotina produtiva, é de suma importância para o ambiente corporativo.

Talvez, no início, a sua empresa não tenha condições de ter uma equipe específica para tomar conta da gestão das finanças corporativas.

Nesse caso, você pode solicitar os serviços de uma terceirizada.

Mas, assim que o seu negócio começar a criar forma, é fundamental reservar capital para investir na contratação de um gestor financeiro e um time de suporte.

Além disso, sempre existe a possibilidade de você mesmo se capacitar, estudar mais sobre o assunto, se tornar um especialista em finanças corporativas e trabalhar como consultor.

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Por que cursar uma pós em finanças corporativas?

Conhecimento nunca é demais, especialmente, quando se trata de uma área tão importante para o sucesso de um negócio quanto a de finanças.

Por isso, não pense duas vezes antes de investir em uma pós-graduação que ofereça todas as condições para que você se torne um gestor ainda mais completo.

Na Associação Internacional de Educação Continuada (AIEC), você conta com formações de diferentes níveis, mas todas com foco no mercado de trabalho e no alto rendimento.

No curso de MBA em Finanças, por exemplo, você terá acesso a uma grade curricular completa com disciplinas como: matemática financeira, contabilidade avançada, planejamento e gestão orçamentária e muito mais.

Ao todo são 420 horas aulas em uma modalidade semipresencial, com sistema online de aprendizagem e avaliações presenciais.

É isso mesmo! Você pode estudar quando e onde quiser sem abrir mão de uma educação de excelência.

Afinal, a AIEC é a única faculdade de ensino a distância do Brasil com certificação internacional de qualidade, o ISO 9001.

Venha para a AIEC, se capacite e conquiste os objetivos organizacionais que tanto busca.

Conclusão

Você deve ter percebido neste artigo que as finanças corporativas merecem atenção especial.

Afinal, o sucesso de um negócio está diretamente atrelado à sua saúde financeira.

E essa vitalidade só é possível com o equilíbrio obtido pelo rigoroso controle orçamentário.

Por essa razão, é fundamental o seu negócio contar com profissionais especialistas no assunto.

Ou, então, você mesmo, como gestor, pode desenvolver as competências necessárias e assumir essa posição.

Nesse caso, como você viu, a AIEC tem os cursos de que você precisa para se tornar um executivo competente e qualificado para administrar as finanças da sua empresa.

E, então, gostou do nosso artigo sobre finanças corporativas? Conseguiu tirar todas as suas dúvidas sobre o tema?

Esperamos, verdadeiramente, que sim.

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