O que é fluxo de caixa, tipos e como fazer na empresa

Fluxo de caixa é assunto obrigatório para empresas de diferentes segmentos e tamanhos.

Quando não recebe a atenção merecida, pode se tornar um dos grandes vilões organizacionais.

Afinal, está diretamente ligado ao planejamento e à gestão das finanças.

Não por acaso, a falta de atenção a essa etapa é uma das principais causas da mortalidade precoce de empresas no país.

Você sabia que, no Brasil, mais negócios fecham as portas do que abrem?

Segundo o levantamento “Demografia das empresas e estatísticas de empreendedorismo”, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 648.474 novas organizações deram entrada no mercado em 2016, enquanto 719.551 registraram saída.

E o pior: esse não é um fato isolado. Nos dois anos anteriores à pesquisa, o saldo também foi negativo.

Entre os principais motivos apontados para o insucesso, um estudo do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), também de 2016, deu algumas pistas.

Ele destacou a “falta de um acompanhamento rigoroso da evolução das receitas e das despesas ao longo do tempo” como um dos mais determinantes.

Inclusive, 65% dos entrevistados que tiveram seus negócios encerrados deram essa resposta quando perguntados sobre o que faltou no aspecto da gestão para o empreendimento decolar.

E é aí que entra o fluxo de caixa.

Quer entender melhor como funciona essa relação?

Descubra a partir de agora, acompanhando o artigo até o final.

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O que é fluxo de caixa?

O primeiro passo consiste em entender o que é, de fato, o fluxo de caixa.

Trata-se de uma ferramenta que controla toda e qualquer movimentação financeira durante um período de tempo específico, ajudando na gestão, no planejamento, na manutenção, no crescimento e na operação do negócio.

Por movimentação financeira, entenda tanto a entrada (venda de produtos e serviços, faturamentos e outras rendas) quanto a saída (custos com o fornecedor, avarias e reparos em equipamentos, aluguel e outros custos) de dinheiro.

Para que serve o fluxo de caixa?

O fluxo de caixa funciona como uma espécie de mapa, que traz uma análise detalhada da situação financeira do seu negócio.

A partir do panorama traçado por ele, é possível planejar os próximos passos a serem dados.

Ou seja, quais ações precisam ser feitas para que os objetivos organizacionais sejam alcançados em curto, médio e longo prazo.

Digamos, por exemplo, que o balanço seja deficitário. Isto é, que está saindo mais dinheiro do que entrando. Logo, uma atitude precisa ser tomada para reverter essa situação.

Cortar despesas, acabar com o desperdício, trocar de fornecedor, buscar algum tipo de incentivo fiscal, conseguir empréstimo ou financiamento a baixo custo, usar o capital de giro e aumentar as receitas são algumas saídas possíveis.

Mas não é apenas em casos negativos que o fluxo de caixa exerce papel importante.

Quando há superávit (receitas superiores às despesas), o instrumento também aponta caminhos para, por exemplo, investir na operação (contratações ou aquisição de equipamentos) ou na expansão dos negócios (como ao abrir uma filial).

Provavelmente, o seu negócio está no rumo certo, mas é bom esperar que esse número se consolide antes de fazer investimentos.

Tipos de fluxo de caixa

Não há dúvidas sobre a importância do fluxo de caixa para um negócio. Mas você sabia que existe mais de um tipo desse instrumento de gestão financeira?

Cada um deles é voltado para uma finalidade específica e conhecê-los ajuda na definição de quando e qual modelo usar em sua empresa.

Confira os exemplos que separamos para você:

Fluxo de caixa descontado

Modalidade que projeta as riquezas que o negócio tende a render no futuro e, por isso, é utilizada como método de avaliação do valor de empresas.

É utilizado para atrair investimentos, na venda de ações ou em negócios envolvendo a fusão ou venda da empresa.

Fluxo de caixa operacional

É um dos tipos mais usados pela empresas, pois leva em conta o rendimento alcançado em determinado período.

Seu cálculo considera as receitas, as despesas, juros e impostos relacionados à renda.

Fluxo de caixa projetado

Como o próprio nome já indica, é uma projeção do fluxo de caixa.

Com base no cenário atual, o empreendedor tenta vislumbrar uma situação futura. É um cálculo complexo e, para que seja o mais preciso possível, deve reunir o maior número de informações, além de contemplar as variáveis.

Fluxo de caixa livre

Calcula o excedente, aquele valor que ficou “livre” depois do pagamento de todos os compromissos.

É uma excelente maneira de estimar o crescimento do negócio no curto, médio e longo prazo.

Fluxo de caixa simples

Segue o mesmo princípio dos outros tipos de fluxo de caixa, controlando as entradas e saídas, mas de forma mais simplificada.

Suas categorias costumam ser mais gerais e não tão específicas ou detalhadas.

Quando fazer o fluxo de caixa?

Essa é uma decisão bem pessoal, que varia bastante de negócio para negócio.

Se você achar prudente, pode realizar o fluxo de caixa diariamente ou, se preferir, o controle pode ser semanal ou mensal.

Seja como for, a base para a avaliação final é sempre o balanço anual.

Preciso de contador?

Quem pode ajudar o administrador a escolher a periodicidade ideal para fazer o fluxo de caixa, bem como outras questões relacionadas às operações da gestão e do planejamento financeiro, é o contador.

Essa figura não é obrigatória, mas é um suporte sempre muito bem-vindo.

Vale ressaltar, no entanto, que a presença desse profissional não invalida a necessidade do empreendedor entender da função. Afinal, o negócio é dele.

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Como fazer fluxo de caixa: passo a passo

Com ou sem contador, qualquer empreendedor deve saber fazer a gestão financeira do seu negócio.

Por isso, montamos um passo a passo simples para você mesmo fazer o seu fluxo de caixa.

Confira!

Primeiro passo: defina uma metodologia

O primeiro passo é usar uma estratégia que faça sentido para você e que o ajude na hora de analisar a sua situação financeira.

O mais importante dessa ação é diferenciar bem as receitas das despesas.

Você pode começar com uma planilha eletrônica, no Excel ou Google Drive.

Use cores distintas, sinais gráficos ou qualquer outro artifício que facilite a leitura e a compreensão.

Segundo passo: estabeleça categorias

Outro ponto fundamental é dividir as movimentações financeiras em categorias, mas não apenas em receitas e despesas. Vá além disso.

Quanto mais detalhado for o seu fluxo de caixa, melhor.

Experimente separar classes como, por exemplo, despesas fixas e variáveis, receitas fixas e variáveis.

Se preferir, pode agrupar as contas por setor mesmo: luz, água, fornecedores e assim por diante.

Terceiro passo: facilite a visualização

É muito importante que você enxergue o seu fluxo de caixa com facilidade.

Por isso, a dica é usar colunas diferentes para as entradas e saídas e para cada categoria criada.

Lembre-se: esse instrumento de gestão é como um mapa das movimentações financeiras do seu negócio. Então, não poupe esforços para torná-lo mais assertivo possível.

Quarto passo: transforme em hábito

Não corra o risco de pecar pela falta de atualização do seu fluxo de caixa.

Faça do controle financeiro um hábito e acompanhe de perto todas as movimentações do seu negócio.

Reserve um tempo ao final do expediente ou no início da próxima jornada de trabalho para registrar todas as despesas e receitas que aconteceram. Assim, você não vai se perder nas contas.

Quinto passo: use a tecnologia ao seu favor

Atualmente, existem diversos instrumentos que facilitam o gerenciamento do fluxo de caixa.

Softwares e aplicativos estão aí para ajudar na gestão financeira do seu negócio. E engana-se quem pensa que os custos dessas tecnologias são altos.

O Excel, por exemplo, conta com planilhas de controle que podem ser acessadas gratuitamente, sem que você abra mão da eficiência.

E o melhor: elas são extremamente simples de serem manipuladas e não requerem qualquer tipo de experiência em programação gráfica ou conhecimento técnico apurado.

5 erros comuns ao fazer fluxo de caixa

Ninguém está livre de cometer certos equívocos relacionados ao fluxo de caixa, mesmo com todas as informações e tutoriais disponíveis na internet.

O primeiro passo para tentar se precaver dos erros é conhecê-los.

Por isso, separamos cinco dos deslizes mais comuns na gestão financeira de um negócio.

Acompanhe!

1. Falta de realismo ou otimismo em excesso

Muitas vezes, falta discernimento ao empresário na hora de analisar o fluxo de caixa.

Um mês com um rendimento atípico, devido a um contexto específico, não pode servir como parâmetro para o restante do ano.

Por exemplo, se você trabalha no comércio, o mês de dezembro costuma ser positivo por estar próximo de datas comemorativas, mas, dificilmente, esse cenário vai se repetir.

Logo, é preciso manter o realismo e frear o otimismo em excesso.

2. Desorganização

Para que o fluxo de caixa funcione, é necessário que haja organização e que todas as movimentações financeiras sejam anotadas corretamente.

Por essa razão, a figura de um contador pode ser importante.

Acostumado a lidar com essas questões, o profissional toma todos os cuidados necessários na hora de gerenciar as finanças do seu negócio.

Além de um especialista, recorra à tecnologia. Um software de gestão também pode ajudar nesse sentido.

3. Lançamentos equivocados

A desorganização pode levar a vários problemas em seu fluxo de caixa. Um deles é o lançamento em categorias equivocadas.

Por exemplo: se, em vez de lançar uma receita, você registrar uma despesa. Pronto, a confusão está feita.

4. Antecipação de receitas

Outro erro muito comum é a antecipação de receitas.

Não importa o quão previsível seja o aporte de um capital que está por vir, deixe para registrar no fluxo de caixa somente quando ele, de fato, se concretizar.

Assim, você evita qualquer tipo de contratempo.

Digamos que um cliente realizou a encomenda de determinado produto, mas, por algum motivo, cancelou o pedido.

Se você ainda não lançou no sistema, tudo bem, basta ignorar a movimentação.

Agora, se a nota já tinha sido enviada, o cancelamento pode ser bem mais trabalhoso.

5. Acompanhamento irregular

Um dos principais benefícios do fluxo de caixa é poder acompanhar, de maneira próxima, as movimentações financeiras da sua empresa.

Mas esse controle precisa ser feito regularmente e não um dia sim e outro não. Caso contrário, de nada irá adiantar esse tipo de gestão.

Entenda que a ferramenta serve para balizar a tomada de decisão, mas ela só funciona dessa forma se você se dedicar a ela.

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Fluxo de caixa como parte da gestão financeira

O fluxo de caixa é um instrumento fundamental para manter as contas da sua empresa na ponta do lápis.

Mas se você deseja ter uma gestão financeira ainda mais assertiva e não incorrer nesses erros comuns, é interessante investir na sua capacitação.

Nesse sentido, uma formação superior pode ser muito bem-vinda.

Na Associação Internacional de Educação Continuada (AIEC), você encontra, por exemplo, o Curso de Tecnólogo em Gestão Financeira.

Essa é uma formação totalmente voltada para a parte prática e ao mercado de trabalho, ideal para quem busca aprender um pouco mais sobre a área e ter noções básicas de assuntos como: contabilidade gerencial, administração mercadológica, investimentos, micro e macroeconomia.

Agora, se você já possui uma graduação e deseja se especializar no assunto, o MBA em Finanças é uma alternativa mais interessante.

Nesse curso semipresencial, os alunos aprendem a elaborar um planejamento de gestão orçamentária para empresas e também tornam-se aptos a analisar investimentos.

Além disso, ficam por dentro de conceitos econômicos e financeiros.

O que você está esperando?

Acesse agora mesmo o site, tire as suas dúvidas e construa você também uma carreira de sucesso com o suporte da AIEC, a única faculdade de ensino a distância do Brasil com certificação internacional de qualidade, o ISO 9001.

Conclusão

O sucesso de um negócio depende de uma combinação complexa de determinadas variáveis. Entre elas, uma boa gestão financeira.

Essa, por sua vez, é ajudada – e muito – pelo fluxo de caixa.

Com o instrumento, é possível ter um controle total de todas as movimentações econômicas que acontecem na sua empresa e, consequentemente, ter um panorama completo da situação.

Assim, você pode planejar os próximos passos.

Ter um fluxo de caixa ajuda você a manter o seu negócio longe da estatística negativa de empresas que fecham as portas por má gestão financeira.

Outra solução que pode colaborar para que essa situação não ocorra é investir na sua capacitação profissional, tornando-se um verdadeiro especialista na administração de empreendimentos.

Além dos cursos já mencionados, a AIEC conta com diversas opções para você alçar voos mais altos e conquistar os objetivos na sua carreira.

Visite o site para saber mais.

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