Gestão financeira: o que é, importância e como fazer em uma empresa

Que atenção você dá à gestão financeira?

Seja no âmbito pessoal ou no controle de uma empresa, essa é uma área que deveria exigir muito da sua atenção.

Afinal, certamente, muitos dos seus objetivos dependem de aspectos financeiros para serem realizados.

Ao iniciar um negócio próprio, por exemplo, não está entre as metas fechar as portas de maneira precoce e interromper o sonho empreendedor.

Mas, curiosa e tragicamente, esse é o desfecho de muitas empresas novatas no país, segundo aponta estudo realizado pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

Segundo a entidade, problemas relacionados à falta de organização financeira estão entre as razões mais comuns para que negócios parem de funcionar – boa parte deles antes mesmo de completar um ano de vida.

Para 31% dos entrevistados, impostos, custos, despesas e juros é o motivo número 1.

Outros 25% responderam que o obstáculo está na falta de linhas de crédito e na necessidade de capital de giro.

Há ainda aqueles (outros 25%) que citaram as dificuldades administrativas e contábeis como entrave preponderante para a sobrevivência do negócio.

Ou seja, de uma maneira ou outra, há uma semelhança entre todas as respostas: a incapacidade de gerir financeiramente uma empresa de forma correta com os recursos disponíveis.

Mas, afinal, o que é gestão financeira e por que ela é tão importante para um negócio dar certo?

Será que existe algum tipo de receita de bolo para implementá-la? E mais: como fazer para não repetir erros que fazem as empresas fecharem as portas antes mesmo de completarem, às vezes, um ou dois anos de vida?

As respostas você confere a partir de agora, neste guia completo sobre o assunto.

Boa leitura!

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O que é gestão financeira?

Gestão financeira é o conjunto de todas as medidas administrativas que dizem respeito às movimentações financeiras de um negócio. Dessa forma, está relacionada às receitas e despesas, direcionando esforços para o uso racional dos recursos em dinheiro.

Quando no âmbito pessoal, o foco é o mesmo, embora mudem detalhes relacionados à forma como o capital é investido, o que sempre varia de acordo com os objetivos definidos para ele.

Uma gestão eficiente deve planejar, analisar e fiscalizar toda e qualquer atividade de natureza contábil/econômica, como, por exemplo, lucros, despesas, investimentos, financiamentos, empréstimos, capital estrangeiro, participação societária e patrimônio, dentre outros.

Ou seja, em outras palavras, a gestão financeira deve assegurar a manutenção, a capacidade de investir e o poder de crescimento do negócio – isso se restringirmos à análise ao ponto de vista de uma empresa, é claro.

Por que a gestão financeira é importante?

A gestão financeira de uma empresa não é muito diferente do controle que devemos ter com as nossas despesas pessoais. Com dimensões distintas, evidentemente.

O que acontece se você gasta mais do que ganha ou não tem uma reserva de dinheiro para momentos de dificuldade? As dívidas começam a aparecer, não é mesmo?

Com um empreendimento, é a mesma coisa. Se as despesas superam as receitas, o negócio fecha o mês no vermelho.

E se esse déficit se repete, fica difícil honrar os compromissos assumidos, manter as contas em dia e investir na operação. O desfecho, nesses casos, é aquele mesmo que apontamos já no início do artigo, citando a pesquisa do Sebrae.

Para não ser mais um a conviver com dívidas, atrasar objetivos e interromper sonhos, a gestão financeira é importante.

Ela busca, justamente, impedir que isso aconteça ou, ao menos, preparar as pessoas para pensar em alternativas que diminuam o prejuízo.

Vale dizer ainda que a gestão financeira também exerce um papel fundamental no planejamento estratégico de uma empresa.

Afinal, definir para onde ela vai fica muito mais fácil quando há um controle rígido sobre o caixa, o que permite entender o desempenho passado e projetar com segurança o futuro.

Também os esforços necessários para manter a saúde financeira em dia contribuem para o fortalecimento e o crescimento organizacional.

E você pode ter certeza de que, assim como suas metas pessoais não se realizam se não há gestão financeira, também nenhum negócio alcança a longevidade se ele se descuida do seu dinheiro.

Como fazer a gestão financeira de uma empresa

Até aqui, falamos bastante da parte teórica da gestão financeira.

Então, acreditamos que não restam dúvidas sobre a importância de cuidar dessa área, seja na sua vida pessoal ou no comando de um negócio.

Agora, é o momento de partir para a prática e descobrir como implementar, de fato, esse conceito tão importante.

Neste tópico, vamos focar nas dicas para a aplicação em empresas, mas observe como dá para tirar delas lições valiosas também para as finanças pessoais.

Vale ressaltar que, dependendo do seu nicho de atuação e a situação em que se encontra o mercado, pode haver algumas particularidades na aplicação da gestão financeira.

No entanto, alguns passos são comuns a qualquer modelo de negócio.

Conheça seus números

Há uma ferramenta básica em gestão financeira, para a qual muitos empreendedores ainda torcem o nariz.

É o fluxo de caixa, uma forma de registrar receitas e despesas para, assim, conhecer o comportamento das finanças do negócio, identificar oportunidades de economia e direcionar investimentos de modo mais inteligente.

A ferramenta é ótima e prática, podendo ser atualizada em um programa no computador (como um software de gestão) ou a partir de uma planilha (eletrônica ou em papel).

Porém, ela não funciona sem a participação do gestor. E o pior: funciona mal se ele não é rigoroso na atualização das informações. Nesse caso, com dados incompletos, pode acabar indicando um cenário diferente do real.

Então, o primeiro passo de uma boa gestão financeira exige se dedicar à tarefa.

Anote todo e qualquer gasto que tiver. Faça o mesmo com todo dinheiro que entrar, mesmo que seja uma venda pequena, em valor quase irrisório.

Só assim você terá um retrato fiel do caixa e poderá guiar os próximos passos do negócio com assertividade.

Consulte um contador

Você talvez tenha um negócio muito pequeno, sem exigência de contador.

Ainda assim, a dica é recorrer ao suporte desse profissional.

A primeira razão para isso é ter o apoio de um especialista na tarefa anterior, ou por vezes o temido fluxo de caixa.

Ainda que não tenha condições de terceirizar totalmente a tarefa (o que nem é indicado), o contador pode mostrar com mais clareza o valor do registro detalhado de receitas e despesas, inclusive com aplicações práticas.

Isso sem falar no apoio da contabilidade para demandas como cálculo e recolhimento de impostos, definição de regime tributário e folha de pagamento.

Todos eles estão relacionados a gastos. E gastos, como você sabe, impactam nas finanças. Logo, não é possível sobreviver, crescer e prosperar enquanto empresa se você ignora ou não dá a devida atenção a esse passo.

Tenha o apoio da tecnologia

Como vimos até aqui, a palavra-chave na gestão financeira é controle.

Ou seja, você precisa acompanhar de perto todas as movimentações financeiras, saber o quanto a empresa gasta em determinados períodos (por semana e mês, por exemplo) e o quanto arrecada também.

Conforme o porte do negócio, há mais tarefas do que você, sozinho, pode dar conta.

A boa notícia é que a tecnologia dá uma mãozinha e tanto na gestão financeira.

Seja por meio de aplicativos ou mesmo de um software de gestão, você pode ter uma visão ampla sobre receitas e despesas com o menor esforço.

E será que você precisa investir em um programa de computador para isso? Depende.

Pense em um exemplo para avaliar melhor.

Imagine que você fez uma venda grande, mas o pedido foi devolvido depois de faturado e alguém esqueceu de atualizar as informações. Com a falsa baixa no estoque, você vai às compras, pois não poderia deixar o item faltar.

Esse é um exemplo de gasto desnecessário que não aconteceria se a tarefa estivesse automatizada, com integração entre estoque e vendas.

Então, a lição que fica é que a tecnologia existe e pode ajudá-lo na gestão financeira.

Uma boa prática pode ser estudar as opções e contratar um software na medida, que tenha tudo o que você precisa e nada muito além disso, para não se tornar caro.

Tenha um plano com metas bem claras

Conhecendo a sua realidade financeira, você tem subsídios importantes para a tomada de decisão na empresa.

Consegue, por exemplo, olhar para o passado, compreender o comportamento do caixa e projetar o futuro.

Da mesma forma que na vida pessoal, se você não tem um plano para o dinheiro, acaba gastando mal.

É por isso que você precisa de um plano e de metas claras.

Para isso, você deve elaborar uma hierarquia de prioridades. Afinal, o que deseja atingir no curto, médio e longo prazo?

Digamos que o seu primeiro objetivo seja conquistar novos clientes, depois fidelizá-los e, por fim, fortalecer a sua marca.

Com um planejamento bem definido, fica mais fácil se organizar e adaptar o projeto à realidade do seu negócio, já que conhece o investimento necessário para alcançar as metas e a sua capacidade financeira para isso.

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Elabore um orçamento

A implementação do orçamento serve para você determinar quais setores merecem mais ou menos investimentos, de acordo com as metas que acabou de traçar.

Ou seja, se você trabalha com uma loja de e-commerce que apenas divulga os produtos de determinada marca, não é preciso se preocupar, por exemplo, com o estoque físico das mercadorias.

Logo, pode alocar seu dinheiro na usabilidade e na acessibilidade do site, ou em uma disponibilidade maior de métodos de pagamento.

Investir seu dinheiro de maneira inteligente é um dos grandes segredos da gestão financeira bem-sucedida.

Monitore sempre

Esta dica vai soar repetitiva, mas a gestão financeira é como um ciclo.

Então, voltemos a falar sobre um movimento que apareceu lá no início, no fluxo de caixa.

Há uma frase muito inspiradora, atribuída ao professor e consultor americano William Edwards Deming, que diz o seguinte:

Não se gerencia o que não se mede, não se mede o que não se define, não se define o que não se entende e não há sucesso no que não se gerencia”.

Assim, o compromisso com a gestão financeira é permanente.

Siga sempre monitorando os resultados, registrando todas as receitas e despesas e analisando o comportamento do caixa junto a um contador.

É o que vai garantir as decisões mais adequadas, mirando o crescimento sustentável da empresa.

4 erros a evitar na gestão financeira

Depois de entender quais são as ações básicas de gestão financeira, você só precisa colocar em prática.

Nessa hora, vale saber quais são os erros mais comuns para fugir deles.

1. Mau uso do fluxo de caixa

Manter o fluxo de caixa atualizado parece algo tão básico que nem deveria ter a atenção chamada.

No entanto, muitos empresários acham que acompanhar essa ferramenta é apenas analisar os extratos bancários.

Na verdade, é muito mais do que isso.

É preciso conferir todas as movimentações financeiras da empresa (entradas e saídas) para, então, saber quanto de recurso há disponível para realizar os procedimentos cabíveis.

2. Não controlar o estoque

O estoque é parte fundamental de um negócio. Ele garante o funcionamento operacional e a satisfação do cliente.

Por isso, é fundamental manter uma reserva mínima como forma de segurança.

Esse simples gesto evita que você não seja pego desprevenido no momento em que mais precisa e fique sem saída, obrigado a reduzir as vendas por falta de mercadoria.

Saber controlar o estoque também significa não comprar itens em demasia, para que esses não estraguem ou fiquem ocupando espaço de produtos mais imprescindíveis.

Se trabalha com perecíveis, redobre o cuidado.

3. Desorganização contábil e fiscal

Quem tem o próprio negócio sabe o quanto se acumulam recibos, notas fiscais, contas, comprovantes de pagamentos, alvarás de funcionamento e muitos outros documentos importantes.

Para não perder nenhum desses papéis, é preciso ter muita organização. Contar com uma ajudinha da tecnologia é uma boa alternativa.

A fim de evitar problemas contábeis ou fiscais, opte por automatizar esses processos, com o uso de softwares de gestão online.

4. Falta de capital de giro

Capital de giro é uma parte do investimento que serve como reserva para suprir eventuais necessidades que possam aparecer.

Em outras palavras, é ele que garante a manutenção e o progresso de um negócio.

Não destinar uma parte do seu capital para esse fundo de segurança é uma falha de gestão financeira grave e que pode colocar tudo a perder.

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Tecnologias que apoiam a gestão financeira

Já que a tecnologia apoia a gestão financeira, nunca é demais conhecer as opções com as quais você conta para isso.

Fique de olho na lista que preparamos para você:

  • Tabelas e planilhas: são ótimas para deixar a gestão financeira mais visual e organizada, centralizando todas as informações em um só lugar. Além disso, quase todos os softwares realizam cálculos matemáticos de média complexidade. E dá para fazer até no Excel
  • Inteligência artificial: ferramentas que se espelham no funcionamento do raciocínio humano são ótimas para realizar procedimentos, como, por exemplo, preenchimento automático e identificação de padrões
  • Gestão de fluxo de caixa: existem aplicativos que realizam o controle de entrada e saída de dinheiro com muito mais assertividade do que os humanos. Assim, as chances de acontecer qualquer erro diminuem consideravelmente
  • Controle de estoque: tecnologias como a RFID (Identificação por Radiofrequência) ajudam no planejamento do estoque e na diminuição de desperdícios. Por meio delas, é possível gerenciar a reserva de suprimentos a distância, diminuindo custos operacionais e aumentando a eficácia na reposição
  • Relatórios financeiros: é possível usar extensões de arquivos que possibilitam a transferência de dados pela internet. Por meio da linguagem XBRL, por exemplo, qualquer um pode encontrar informações sobre a sua empresa
  • ERP: esse tipo de software garante a integração de toda a gestão empresarial e não apenas financeira (compras, vendas, produção, logística, indicadores de desempenho e remuneração). Um sistema completo para ser aplicado no seu negócio.

Como aprender mais sobre gestão financeira?

Este artigo pode ser o seu ponto de partida para qualificar a gestão financeira.

Agora, se você quer saber tudo sobre o assunto, precisa investir em uma formação específica na área.

Existem diversas opções disponíveis no mercado, como cursos técnicos, especializações e até MBA para quem deseja se tornar um especialista no segmento.

Vamos conhecer algumas dessas alternativas?

Faculdade de gestão financeira: o que estuda?

Na faculdade de gestão financeira, você vai ter acesso a uma grade curricular completa, com direito a disciplinas teóricas e práticas que abrangem o universo da administração de empresas.

Conceitos básicos, como fluxo de caixa, surgem entre os ensinamentos.

Você vai estudar como sobreviver aos momentos de crise e fazer deles grandes oportunidades para o seu negócio se reinventar, inovar e crescer.

Também aprenderá a integrar todos os setores da sua empresa e basear a gestão financeira de acordo com o cenário econômico nacional e internacional.

Além disso, vai aprender noções de:

  • Matemática financeira
  • Lógica
  • Contabilidade gerencial
  • Macro e microeconomia
  • Administração mercadológica
  • Estatística
  • Análise de investimentos e demonstrações financeiras
  • Comunicação empresarial
  • Liderança
  • Princípios básicos do Direito
  • Gestão empreendedora
  • Serviços e produtos financeiros.

Curso tecnólogo: gestão financeira a distância

Para quem busca conciliar um ensino de qualidade com a praticidade de assistir às aulas quando e onde quiser, um curso a distância pode ser a opção ideal.

Se esse é o seu caso, a Associação Internacional de Educação Continuada (AIEC) tem a modalidade que você está procurando.

Com reconhecimento do Ministério da Educação (MEC) e foco no ensino profissionalizante, o curso tecnólogo de gestão financeira conta com uma carga horária de 1.725 horas/aula, além de uma pedagogia própria para o EaD e recursos tecnológicos modernos.

MBA em finanças

Se você já tem formação superior em Administração ou alguma outra área afim e deseja se especializar em gestão financeira, pode se valer de um curso de MBA.

A AIEC conta com o curso de MBA em finanças na modalidade semipresencial.

Nela, o aluno tem todo o suporte online, com direito a biblioteca virtual, material de apoio e atividades interativas. As avaliações são presenciais.

O MBA em finanças possui carga horária de 420 horas e pode ser concluído em até três semestres.

O processo avaliativo para o diploma consiste na realização de duas provas virtuais e duas presenciais, além da entrega de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

Na grade curricular, você cursa disciplinas como:

  • Planejamento e gestão orçamentária
  • Instrumentos de renda fixa e variável
  • Ofertas públicas de ações
  • Compliance legal e ética.

O intuito da formação é preparar profissionais para o mercado de trabalho que desejam atuar como executivos de grandes empresas, consultores ou administradores de fundos de investimento.

Conclusão

Saber realizar a gestão financeira, como podemos ver, é fundamental em qualquer tipo de negócio.

Ainda que você possa contar com o suporte de algumas ferramentas, não deve abrir mão da sua própria capacitação, até para tirar o máximo proveito da tecnologia.

Para evitar alguns dos erros comuns trazidos neste artigo, você deve se preparar e se manter atualizado em tudo que há de mais novo na área.

Nesse sentido, pode contar com a Associação Internacional de Educação Continuada (AIEC), a única faculdade de ensino a distância com o certificado ISO 9001.

Além dos exemplos de cursos mencionados no artigo, há outras opções para você atingir o patamar que deseja em qualquer que seja a sua carreira. Acesse agora mesmo o site, tire suas dúvidas e comece a investir no seu futuro profissional!

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