O que é inteligência artificial nas empresas e no mercado: guia completo

Há alguns anos, inteligência artificial (IA) era tema somente para aqueles filmes de ficção científica, repletos de robôs, carros voadores e hologramas.

No entanto, já faz algum tempo que não é mais assim. Aos poucos, ela tem feito parte do nosso cotidiano e exercido um importante papel em empresas e no mercado de forma geral.

Para se ter uma ideia do que estamos falando, uma pesquisa realizada pela Narrative Science, em 2017, constatou que 61% dos empresários já incluíram a IA em alguma operação de seus negócios. No ano anterior, esse número era de apenas 38%.

Além disso, o mesmo levantamento aponta que essas novidades tecnológicas estão impulsionando o planejamento estratégico do negócio.

Para 71% dos entrevistados, as suas empresas passaram a ter uma estratégia de inovação para estimular os investimentos em inteligência artificial.

Interessante, não é mesmo?

Mas de que forma a IA está mudando a nossa relação com as empresas? Quais são os exemplos bem-sucedidos que o mercado conseguiu implementar? E quais são os segmentos em que ela atua?

Para essas e outras perguntas, você  vai encontrar as respostas na sequência, neste guia completo sobre inteligência artificial.

Se o assunto interessa, acompanhe até o final.

Boa leitura!

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O que significa inteligência artificial?

Primeiramente, vamos partir do princípio: afinal, o que significa inteligência artificial?

Como o próprio nome sugere, a IA é uma tentativa de reproduzir, de alguma forma, a maneira de agir e de pensar de nós, seres humanos.

Normalmente, busca fazer isso através da criação de aplicativos, softwares, programas ou máquinas, que é quando se associa a outro conceito moderno, o de machine learning (aprendizado das máquinas).

Dessa forma, permite o acesso a serviços diversos sem intervenção humana, apenas interagindo com a tecnologia.

É o que acontece, por exemplo, quando você entra em um site e conversa com um robô de atendimento, configurado para entender suas perguntas e dar a melhor resposta possível a elas.

Interessante observar, em casos como esse, que a tecnologia tem evoluído a tal ponto que, muitas vezes, o usuário sequer percebe que está se comunicando com um robô e não com outra pessoa.

Só que essa é apenas a ponta do iceberg, como se costuma dizer, no que se refere à inteligência artificial.

Ao longo do artigo, vamos falar de outras de suas aplicações.

Inclusive, vale destacar desde já que a tecnologia também tem como objetivo inovar e modernizar processos dentro das empresas, além de agilizar os desfechos de pesquisas e descobertas científicas.

Ou seja, de maneira sucinta, podemos dizer que a IA se resume à experiência de fazer máquinas operarem de forma a imitar a lógica do raciocínio humano.

Como funciona a inteligência artificial?

Certo, você agora sabe o significado de inteligência artificial. Mas como ela funciona?

Como é possível explicar, por exemplo, quando você faz uma pergunta para o Google, e ele responde com um grau altíssimo de assertividade?

A resposta é um tanto quanto técnica e, em seguida, vamos chegar lá.

O segredo está na ciência da computação, mais especificamente no componente básico dessa área do conhecimento que estuda o processamento de dados: o algoritmo.

Para quem não conhece, os algoritmos são uma combinação específica de códigos que conduzem ao funcionamento de um software.

Mas o que isso tem a ver com a inteligência artificial? Tudo, na verdade.

Sua operação é baseada nesses arranjos particulares de instruções, que propiciam o seu desempenho.   

Ou seja, são os algoritmos combinados com os dados que possibilitam a IA a encontrar respostas simples para questões complexas, que oferecem mais de uma saída possível.

Esses códigos (que são, basicamente, funções matemáticas) não são aleatórios. Eles têm um sentido, uma razão para estarem ali.

Talvez tudo fique mais claro com um exemplo.

Vamos falar de machine learning, que é a capacidade que os computadores têm de aprender com uma programação mínima. Ou, ainda, a competência de reconhecer padrões diante de uma quantidade quase infinita de informações.

Você já parou para pensar por que quando você acessa o seu perfil no Netflix aparece uma determinada lista de sugestões de títulos de filmes e séries? E, ao logar no perfil do seu amigo, aparecem outras indicações?

Ou por que quando você realiza uma busca de determinado produto no Google, algum tempo depois, começam a aparecer propagandas relacionadas com ele?

Pois é, isso tem tudo a ver com o que estamos falando.

A inteligência artificial reconhece um padrão, com base na repetição e na combinação de determinados algoritmos e dados, e traça o seu perfil.

É como se ela pensasse: “Se ele gostou do filme X, que é de suspense, é provável que também aprecie o título Y, que é do mesmo gênero”.

A mesma lógica vale para a busca de produtos: “Como ele pesquisou o item Z, é bem possível que ele se interesse pela oferta W”.

É claro que nem todas tecnologias funcionam exatamente da mesma forma.

Mas, via de regra, o processo é esse: existe uma programação prévia, um conjunto de algoritmos que levam em conta o máximo de variáveis possíveis.

Assim, essas informações são processadas e apresentam o resultado mais indicado para cada cenário.

Inteligência artificial e internet das coisas: qual a relação?

Um outro termo que tem relação direta com a inteligência artificial é o Internet of Things (IoT), ou, em bom português, internet das coisas.

Mas, antes de explicar essa ligação, vamos esclarecer, rapidamente, o conceito de internet das coisas.

Podemos definí-la como a conexão de itens simples, como eletrodomésticos, por exemplo, à internet e, consequentemente, a computadores e smartphones.

Logo, a relação entre IA e IoT está em propiciar que todas as informações processadas pela primeira possam ser usadas de forma otimizada pela segunda.

Afinal, como vimos, a inteligência artificial está, cada vez mais, determinada a facilitar as nossas vidas, por meio de tecnologias de última geração.

No entanto, ela não seria tão efetiva se não pudesse ser disponibilizada em dispositivos por meio da internet das coisas.

Vamos a mais um exemplo para facilitar as coisas?

Imagine uma geladeira com conexão à internet e dotada de uma inteligência artificial, que seja capaz de informar quais alimentos estão próximos de vencer ou quais produtos estão faltando. Tudo isso baseado no que você costuma comer regularmente.

Nem precisamos ir tão longe: os smartwatches e as smart TVs são exemplos mais palpáveis da parceria entre IA e IoT.

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Inteligência artificial: vantagens e desvantagens

É inegável que a inteligência artificial traz diversas vantagens para as nossas rotinas produtivas e para as nossas vidas, de maneira geral.

Já falamos sobre algumas delas, a exemplo da maior agilidade nos processos e maior assertividade nas buscas.

Por consequência, há uma diminuição do retrabalho e benefícios como a modernização, a solução de problemas, a leitura e a interpretação de padrões e a rápida comunicação.

Mas será que ela pode trazer desvantagens também?

Como quase toda matéria, a IA tem seus defensores e seus críticos.

Dentre os principais receios do segundo grupo, estão o medo da substituição da mão de obra humana pelas máquinas e a falta de confiança que essas tecnologias podem representar.

Um estudo realizado pela PricewaterhouseCoopers (PwC), em 2018, serve de argumento para o temor dos críticos quanto à possibilidade de o homem perder empregos para robôs.

Segundo o levantamento, até 2030, ou seja, daqui a 11 anos, países do leste europeu (Eslováquia, Eslovênia e República Checa) terão mais de 40% de suas vagas de trabalho sob domínio das máquinas.

Itália (39%), Estados Unidos (38%), França (37%) e Alemanha (36%) também contam com projeções bastante altas.

Em relação aos setores mais atingidos pela automação, a pesquisa aponta que estão o transporte e armazenamento (51%), manufaturas (45%) e construção (38%).

Por outro lado, como estamos falando de uma perspectiva que pode se confirmar em 10 anos, há tempo suficiente para pensar em uma transição menos dolorosa e nociva, caso os dados do estudo venham a se confirmar.

Além disso, mesmo diante desses temores, parece que a população acredita que a inteligência artificial traz mais vantagens do que desvantagens.

Ao menos foi o que apontou o estudo “AI today, AI tomorrow” realizado pela ARM Northstar.

De acordo com o levantamento, 61% dos entrevistados acreditam que o mundo vai ficar melhor com o desenvolvimento da automação e da IA.

Em relação ao segundo temor dos críticos (a falta de confiança que as máquinas podem apresentar), 85% responderam temer que o hacking e a perda de informações pessoais sigilosas são as principais preocupações em relação à segurança da IA.

Impactos da inteligência artificial no mercado de trabalho

Como vimos, a pesquisa da PwC traz alguns aspectos importantes de como a inteligência artificial pode impactar o mercado de trabalho.

O estudo da ARM também elenca dados interessantes sobre o tema. Sobretudo, em relação aos impactos que a IA pode causar em empregos diversos.

Quando perguntados qual seria a maior desvantagem de um futuro com IA, 30% dos entrevistados responderam “menos ou diferentes trabalhos para humanos”.

Em relação aos setores de trabalho nos quais os entrevistados consideram mais ameaçados pela inteligência artificial, os três mais citados foram manufaturas (19%), bancos (18%) e construção civil (10%).

No entanto, no que diz respeito à segurança e à eficiência, os participantes ainda preferem os humanos às máquinas. Em todas as áreas disponibilizadas na enquete, a maioria escolheu a mão de obra “natural” com a favorita.

Culinária (82%) e agricultura (71%) foram os setores com as maiores diferenças. Construção civil (52%) e serviços postais (56%) foram as disputas mais equilibradas.

Uso da inteligência artificial nas empresas

Em que pese vantagens, pontos de atenção e temores sobre a tecnologia, a inteligência artificial não veio para substituir homens por robôs, mas para facilitar nossas vidas.

E isso se aplica, inclusive, ao mundo dos negócios.

Tanto é assim que diversas empresas já a utilizam com sucesso há algum tempo.

Quer ver só? Confira alguns cases interessantes na área.

Inteligência artificial do Google

O Google talvez seja a empresa que há mais tempo utilize a inteligência artificial.

Um belo exemplo é a ferramenta conhecida como Google Assistente, que oferece recursos que, talvez, você nem se dê conta de que são frutos da IA.

É possível, por exemplo, pesquisar no Google Fotos termos específicos como “cachorro”, “gato”, “mãe”, e obter resultados com as especificações que você pediu.

E não para por aí.

Ao assistir a um vídeo estrangeiro no Youtube, você pode ativar legendas em português automaticamente.

Ao responder um email no Gmail, aquelas sugestões de resposta rápida também são obra da inteligência artificial do Google.

Aliás, sobre o correio eletrônico do Google, você deve ter notado que, agora, até a opção de autocompletar respostas enquanto digita está disponível.

Tudo é obra da inteligência artificial.

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Inteligência artificial do Bradesco

Você já deve ter ouvido falar da BIA, a inteligência artificial do Bradesco.

Ela oferece serviços como tirar suas dúvidas em até três segundos e transações bancárias das mais variadas.

Também consultas de saldo, passando por transferências e depósitos, até o pagamento de contas, dicas de investimentos e solicitações de empréstimos.

Criada em 2016, a BIA, primeiramente, só interagia com os funcionários do banco e ajudava em uma tarefa aqui e outra ali.

Agora, ela já conta com mais de 87 milhões de interações. Incrível, não é mesmo?

Inteligência artificial da Vivo

Entrando nessa onda de inteligência artificial, a Vivo lançou a Aura, como você já deve ter visto em alguma propaganda na TV ou na internet.

A Aura realiza serviços básicos, como mudar a forma de pagamento da conta, enviar uma segunda via do boleto, entre outros.

A Vivo, atualmente, conta com mais de 200 produtos e 2 mil procedimentos possíveis para a aquisição deles.

Com a Aura, todos passam pela IA da empresa de telecomunicações. Assim, o robozinho consegue oferecer um atendimento mais personalizado e rápido aos clientes.

Você já imaginou quanto tempo um atendente levaria para conseguir explicar todos os procedimentos possíveis para um consumidor em um horário de pico, em uma loja movimentada?

Por meio da inteligência artificial, não há mais esse problema.

Inteligência artificial: exemplos de aplicação

Além dos exemplos de empresas que acabamos de apresentar, a inteligência artificial pode ser aplicada em outros segmentos também.

Conhecer detalhes sobre a forma como a tecnologia empregada é útil para quem tem ou planeja abrir um negócio, assim como para seus gestores.

Afinal, a inteligência artificial é uma oportunidade, quem sabe até um diferencial competitivo.

Confira!

Inteligência artificial na saúde

No ramo da saúde, a inteligência artificial pode funcionar como assistente pessoal.

Isso ocorre quando ela trabalha para lembrá-lo de beber água, ter uma dieta balanceada, realizar atividades físicas e tomar os seus medicamentos.

Você talvez conheça algum aplicativo que faz isso muito bem.

Tenha certeza que, por trás dele, há uma empresa ganhando dinheiro com a inteligência artificial.

Inteligência artificial na educação

Por meio de algoritmos, um sistema online de ensino pode avaliar o quanto um aluno aprendeu de determinado conteúdo.

Para chegar a essa conclusão, a IA leva em conta o nível de assertividade nos exercícios propostos.

Baseado nos resultados, o sistema indica quais disciplinas precisam ser revistas e aprofundadas para a melhor compreensão do aluno.

Inteligência artificial no direito

A COI (Contract Intelligence) ou inteligência contratual é um exemplo de utilização da IA na área do direito.

Por meio dela, os advogados podem analisar processos com muito mais rapidez e ter um índice de erros menor do que o humano.

Inteligência artificial no esporte

O esporte mudou desde que a inteligência artificial começou a ser implementada.

Por meio dela, é possível fazer análises muito mais abalizadas de jogos, atletas, adversários e estratégias.

Além disso, a IA ajuda na elaboração de estatísticas para a melhoria no desempenho.

Conclusão

A inteligência artificial, aos poucos, vai ganhando seu espaço.

Um problema ou uma oportunidade? Como você enxerga esse avanço da tecnologia?

Se, para você, ela representa uma oportunidade, seja profissional ou empresarial, não deixe de investir na sua formação.

A verdade é que sempre haverá terreno para os mais bem capacitados e competentes no mercado.

Nesse sentido, você pode contar com a Associação Internacional de Educação Continuada – AIEC para encontrar o curso ideal.

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