Pirâmide de Maslow: o que é e como usar a hierarquia de necessidades

Ao ler ou ouvir falar rapidamente sobre a Pirâmide de Maslow, existe a possibilidade de se ter uma interpretação equivocada da expressão.

Alguns desavisados podem achar que se trata de um monumento a um faraó egípcio ou um teorema da geometria espacial. Mas, não é nada disso.

Pirâmide de Maslow é, na verdade, um conceito que nos ajuda a entender as necessidades humanas.

Mais do que isso: é uma teoria com aplicações práticas.

E como funciona bem em diferentes contextos (marketing, psicologia, administração, entre outras áreas), a ferramenta se revela muito útil.

Inclusive, se interpretada e executada corretamente, contribui bastante para o alcance dos objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais, de carreira ou organizacionais.

Você está curioso para saber mais sobre o assunto? Então, fique com a gente, e boa leitura!

piramide de maslow

O que é Pirâmide de Maslow?

A Pirâmide de Maslow é uma teoria criada pelo psicólogo norte americano Abraham H.Maslow na década de 1950.

Também conhecida como Hierarquia de Necessidades, o estudo de Maslow é usado até hoje para que possamos entender melhor o comportamento humano.

Mais de meio século desde a publicação da pesquisa, o conteúdo se mostra atual. Serve de base para outras teses, mesmo com algumas críticas.

O esquema consiste em dividir as nossas necessidades em cinco grandes categorias: fisiologia, segurança, amor/relacionamento, estima e realização pessoal.

Essas carências foram dispostas em uma pirâmide, sendo organizadas de forma decrescente.

Assim, as necessidades fisiológicas são as mais urgentes e, por isso, ficam na base da figura.

A ordem restante se estabelece da mesma forma, com a segurança, amor/relacionamento, com a estima ocupando o meio da pirâmide.

No cume, estão as realizações pessoais.

Segundo propõe Maslow, apenas ao atendermos um primeiro grupo de necessidades é que passamos ao seguinte.

O que justifica, portanto, que a realização plena seja o último degrau a ser alcançado.

Na conclusão do autor demonstrada em sua pirâmide, não há como se realizar na vida sem segurança, amor e outras necessidades básicas.

Origem da Pirâmide de Maslow

Não foi exatamente com humanos que Maslow formulou a sua teoria.

Inicialmente,    foi    observando   macacos   que    ele    começou   a    notar    mudanças no comportamento daqueles animais.

Uma das diferenças de comportamento mais notáveis foi em relação à irritação dos primatas quando passavam muito tempo sem se alimentar.

Ao terem essa necessidade fisiológica atendida, os animais ficavam muito mais dóceis uns com os outros, melhorando muito a relação entre eles.

Em 1954, o psicólogo lançou a obra A Theory of Human Motivation, ou Teoria da Motivação Humana, na qual retrata boa parte de suas observações e fundamenta a base empírica da sua teoria.

Vale relembrar que, na Pirâmide de Maslow, para você subir de nível, ou seja, ascender na hierarquia das necessidades, é preciso saciar, ao menos parcialmente, a carência mais elementar, aquela que vem invariavelmente antes.

A pirâmide de necessidades, segundo Maslow

Já vimos quais são as cinco necessidades constantes na pirâmide, de acordo com Maslow.

Mas, antes de falarmos especificamente sobre cada uma delas, vale ressaltar as definições do pesquisador: carências fisiológicas e de segurança como básicas, sociais e de estima como psicológicas, além da realização pessoal.

Necessidades fisiológicas

As necessidades fisiológicas são consideradas as demandas mais urgentes para todos nós.

Segundo Maslow, quando estamos com fome, sede, sono, falta de ar ou vontade de ir ao banheiro, não conseguimos nos concentrar direito em mais nada até que essas necessidades sejam sanadas.

Por isso, as necessidades fisiológicas ocupam a base da pirâmide, pois sustentam todo o restante da mesma.

Além do mais, são carências que já nascemos com elas, e são comuns a todos os seres humanos.

Também são as insuficiências mais fáceis e práticas de se resolver (por exemplo, havendo água, mata-se a sede; se há sono, basta dormir e assim sucessivamente).

Necessidades de segurança

Todos precisamos nos sentir seguros.

Uns mais, outros menos, mas a estabilidade é considerada a segunda necessidade mais básica do ser humano.

E ela não se limita à segurança pessoal e à preocupação com nossa integridade física e bens materiais.

Por exemplo, se o seu emprego é o seu porto seguro, talvez você não lide bem com carreiras de rendimentos variáveis.

Seja como for, a necessidade de segurança também demanda escolhas, como se manter no atual emprego, não fazer um investimento pelo receio de perder dinheiro ou ao viver em um bairro com um índice de criminalidade menor.

Esse tipo de necessidade está também muito associado às leis e às normas que garantem a ordem em uma sociedade.

Quando esses limites não são respeitados, é comum nos queixarmos de medo de sair de casa, de perder o emprego, de problemas ao planejar o orçamento familiar e assim por diante.

Segundo Maslow, portanto, se há medo, há insegurança. E o seu enfrentamento vira prioridade na comparação com os relacionamentos, o próximo degrau da pirâmide.

Necessidades de amor e relacionamentos

Você até pode se considerar um sujeito frio e mais reservado, mas, ainda assim, sabe da importância que as relações pessoais têm para a sua vida.

E não estamos falando somente de relacionamentos amorosos, mas sim de amizades, vínculos familiares, parcerias no trabalho, entre outras conexões.

Precisamos construir essas ligações sentimentais para irmos mais longe.

Está certo que não devemos projetar a nossa felicidade em ninguém. Mas isso não significa que não precisamos contar com os outros para nos ajudar a sermos seres humanos mais completos.

Quando a necessidade do amor não é satisfatória, nos sentimos sozinhos, desamparados e excluídos.

Tal cenário pode impactar negativamente em nosso ambiente de trabalho e na nossa vida pessoal como um todo.

Sem boas relações, conforme defende Maslow, alimentamos uma visão prejudicada sobre nós mesmos, o que nos impede de atender ao próximo grupo de necessidades, o da estima.

Necessidades de estima

As necessidades relacionadas à estima dizem respeito à maneira como nos enxergamos e como gostaríamos de ser vistos pelos demais.

Quanto à nossa autoestima, a visão positiva remete à autoconfiança, à autonomia, ao orgulho próprio, à satisfação de fazer algo bem-feito.

Já em relação à estima dos outros, aparecem o prestígio, a admiração, a inspiração, o reconhecimento, a reputação, o compromisso, entre outros.

Todo mundo tem o seu lado mais vaidoso, e não ter essa necessidade atendida pode trazer frustração, desmotivação, falta de foco e engajamento, além de outros problemas ligados à baixa auto-estima.

Para Maslow, vencer esses sentimentos é o que leva, enfim, à realização plena.

Necessidades de realização pessoal

É tudo aquilo que nos traz satisfação e sentimento de dever cumprido.

Em outras palavras, isso ocorre quando os seus sonhos se tornam realidade e os seus objetivos mais singelos se concretizam.

Atuar na carreira que, de fato, é sua vocação, desempenhar atividades pelas quais sente prazer e fazer uma viagem pelo mundo são alguns exemplos de realizações pessoais.

Escrever um livro, aprender um novo idioma, constituir família, comprar o carro do ano e ter a casa própria são outros.

Essas conquistas nos enchem de motivação e nos dão ânimo para continuar traçando metas cada vez mais desafiadoras.

Por outro lado, quando não satisfazemos essas carências, temos a tendência de reclamar do mundo, a achar tudo injusto, que os outros têm mais sorte e que somos incompetentes ou indignos de nossos sonhos.

Uma característica própria desse grupo de necessidades é que ele nunca é saciado por completo. Por quê? Por que nós sempre buscamos novos desafios.

Abaixo, você confere a clássica imagem que resume a Pirâmide de Maslow, com a hierarquia das necessidades proposta por ele.

piramide de maslow

Mais necessidades, segundo Maslow

Vale ressaltar que, além dos cinco tipos de necessidades já trazidos, Maslow enumera outras três, que são consideradas de uma importância menor e, por isso, não aparecem na pirâmide.

São elas:

  • Necessidade de aprendizado: as pessoas têm sede por conhecimento. Não importa o quanto sabem, elas sempre vão estar em busca de saber mais e mais.
  • Necessidade de beleza: é uma necessidade que tem ganhado cada vez mais força. As preocupações com a aparência estética, física, além do apego às artes nas suas mais variadas formas também têm o seu espaço.
  • Necessidade de transcendência: tem a ver com a nossa espiritualidade, nossas crenças, nossa fé e a maneira como nos relacionamos com a natureza.

Portanto, em uma questão hierárquica, essas três necessidades estariam no final da lista das prioridades, complementando a realização pessoal.

Qual a importância da Pirâmide de Maslow?

Mais do que definir parâmetros específicos e imutáveis, a maior importância da Pirâmide de Maslow é nos fazer refletir sobre o comportamento humano: nossas principais necessidades, nossos medos e angústias.

Como vimos, a sua carência de segurança, por exemplo, pode ser diferente daquela demonstrada por seu colega de trabalho ou pelo seu amigo.

A hierarquia de necessidades também funciona como uma ótima ferramenta de autoconhecimento.

Você passa a saber quais são as suas principais carências e, principalmente, o que precisa ser feito para suprí-las e seguir em frente.

Se formos expandir os benefícios para uma esfera mais extensa, como o ambiente organizacional, por exemplo, a importância é ainda maior, conforme veremos a seguir.

Como utilizar a Pirâmide de Maslow

A Pirâmide de Maslow é multidisciplinar e pode ser usada em diferentes contextos.

Para exemplificar, trouxemos duas aplicações práticas para você entender melhor do que estamos falando: nas empresas e na própria carreira do profissional.

Confira!

Pirâmide de Maslow para empresas

Quando usada no ambiente organizacional, a ferramenta pode ser muito útil, por exemplo, na manutenção da motivação dos colaboradores, na redução dos custos, na diminuição do índice de turnover e na otimização dos processos.

Com uma jornada mais flexível, o profissional vai conseguir trabalhar mais descansado, alimentar-se melhor e fazer mais pausas durante a produção. Logo, o nível fisiológico estará resolvido.

Podemos, portanto, partir para o próximo nível, que diz respeito à segurança.

Através de um clima organizacional saudável, é possível garantir a estabilidade que tanto se espera.

Isso sem falar em uma valorização salarial compatível com os resultados entregues.

Na parte dos relacionamentos, o incentivo ao trabalho em equipe, à troca de informações saudáveis com as lideranças e às políticas de integração podem fazer com que os funcionários se sintam mais acolhidos dentro da organização.

Isso, por consequência, leva à estima, o nosso quarto nível de necessidades.

Com esse respaldo, o colaborador começa a ter um desempenho melhor, que passa a ser reconhecido pelos seus colegas e superiores.

Por fim, graças a uma maior autoconfiança, ele passa a definir metas mais audaciosas para a sua vida profissional e a atuar em atividades nas quais se capacitou a assumir.

Pirâmide de Maslow na carreira profissional

O mesmo raciocínio que acabamos de ver vale para a administração de uma carreira.

Primeiro, atacamos as nossas necessidades fisiológicas para termos as condições ideais para tomar as decisões mais assertivas no nosso dia a dia.

Dormir pouco, por exemplo, pode afetar o nosso poder de concentração.

Depois, a busca por uma estabilidade financeira maior pode fazer com que você dite os rumos da sua trajetória profissional.

Será que vale a pena manter um emprego em que é impossível prever um orçamento? Ou quem sabe não é hora de procurar uma função com remuneração fixa?

Na sequência, o seu relacionamento com a sua equipe e as suas lideranças podem impactar de forma positiva ou negativa na manutenção ou não do seu cargo.

Lembre-se de que um bom clima organizacional pode ser mais difícil de se encontrar em outro lugar, mesmo que ele ofereça um salário melhor.

Se o que falta a você é valorização e reconhecimento, talvez seja preciso conversar com seus gestores ou alçar voos mais altos em outro lugar.

Por falar em voos mais altos, quem sabe o que esteja faltando na sua carreira sejam novos desafios? Trace metas mais ousadas e vá atrás dos seus sonhos!

Críticas à Pirâmide de Maslow

Conforme mencionado anteriormente, a Pirâmide de Maslow não é uma unanimidade, apesar de seus inúmeros adeptos.

As principais críticas dizem respeito à rigidez do modelo.

Para os contrários à teoria, é impossível criar um padrão quando estamos tratando de seres humanos.

Nesse caso, a razão seria que uma pessoa pode ser completamente diferente da outra.

Por exemplo, se para a maioria dos indivíduos as necessidades fisiológicas são prioritárias, para uma pequena parcela, pode não ser.

Abrir mão de algumas horas de sono e se submeter a regimes pesados podem ser fatores compensados se os objetivos de alcançar uma promoção e emagrecer, respectivamente, forem atingidos.

Um modelo mais flexível ou quem sabe até igualitário, no qual todas as necessidades sejam encaradas com o mesmo nível de importância, talvez seja a alternativa a ser conceituada como ideal.

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Conclusão

Como vimos neste artigo, a Pirâmide de Maslow pode ser usada como uma excelente ferramenta de motivação aos colaboradores.

Objetivo esse para o qual as lideranças têm uma atuação determinante.

E por falar nessa figura, o que você acha de investir na sua carreira e desenvolvimento?

Uma excelente opção é o curso de Formação de Líderes da Associação Internacional de Educação Continuada – AIEC.

A instituição é a única do território nacional a fornecer educação a distância e possuir a certificação internacional ISO 9001.

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